sábado, 16 de maio de 2009

COMPRAS E DESCANSO…

Compras habituais de sábado e de alguns extras para um homem que necessita e gosta de cozinhar, já faz algum tempo que não descansava e relaxava a confeccionar algo de especial para mim.
Por esse motivo a minha tarde alem das aspiradas e limpezas de algum pó, decidi começar os preparativos para o maravilhoso jantar.
Ingredientes
1 – Quilo de Polvo
3 - Dentes de Alho
1 – Folha de Louro
2 – Ovos
1 – Copo de Vinho Branco
(?) – Pão Ralado
(?) – Farinha de Trigo
(?) – Salsa
(?) – Bom Azeite
Preparação
Peguei numa panela e coloquei o polvo a cozer até ficar tenrinho, depois separei as partes mais grossas e cortei-as em rodelas iguais.
Peguei numa malga de barro e coloquei os pedaços, esmaguei os alhos em sal e cobri os pedaços com eles, junto com o vinho branco e um pouco de salsa, deixei ficar assim durante quatro horas a marinar.
Passado o tempo, deixei escorrer bem os pedaços, passeios pela farinha num prato, depois embeberam-se com os ovos batidos e o pão ralado.
Numa sertã com bastante azeite, fritei os pedaços até estarem aloirados, logo depois passeios por papel absorvente.
Fiz á parte um pouco um pouco de arroz com os pedacinhos que eram mais finos.
Estava uma delicia, depois disto tudo um merecido café no sofá com um pouco de leitura.
VIDA
Vida:
sensualíssima mulher de carnes maravilhosas
cujos passos são horas
cadenciadas
rítmicas
fatais.
A cada movimento do teu corpo
dispersam asas de desejos
que me roçam a pele
e encrespam os nervos na alucinação do «nunca mais».
Vou seguindo teus passos
lutando e sofrendo
cantando e chorando
e ficam abertos meus braços:
nunca te alcanço!
Meu suplício de Tântalo.
Envelheço...
E tu, Vida, cada vez mais viçosa
na oscilação nervosa
das tuas ancas fecundas e sempre virgens!
À punhalada dilacero a folhagem
e abro clareiras
na floresta milenária do meu caminho.
Humildemente se rasga e avilta
no roçar dos espinhos
minha carne dorida.
E quando julgo chegada a hora
meu abraço de posse fica escancarado no ar!
Olímpica
firme
gloriosa
tu passas e não te alcanço, Vida.
Caio suado de borco
no lodo...
O vento da noite badala nos ramos
sarcasmos canalhas.
Não avisto a vida!
Tenho medo, grito.
Creio em Deus e nos fantásticos ecos
do meu grito que vêm de longe e de perto
do sul e do norte
que me envolvem
e esmagam:
— maldita selva, maldita selva,
antes o deserto, a sede e a morte!
(Manuel da Fonseca, in "Rosa dos Ventos")
E assim chega quase ao fim um delicioso e maravilhoso Sábado, onde a solidão que desejei para hoje,se tornou numa alegria de um enorme prazer e gosto de um belo viver.

5 comentários:

FERNANDA & POEMAS disse...

OLÁ QUERIDO LUÍS... COMO VEJO CONTINUAS EM FORMA E EU CHEIA DE TRABALHO ATÉ ÁS ORELHAS... TAMBÉM COMIA ESSE POLVO COM MUITO AGRADO...
DESEJO-TE UMA BELÍSSIMA SEMANA !!!
ABRAÇOS DE MUITA AMIZADE,
FERNANDINHA

Val disse...

Boa noite Luis!Que lindo poema,não conhecia este autor ainda.Que bom seu final de semana foi bom amigo.
Pois eu estou aqui com agua na boca com sua receita.Adoro frutos do mar e lendo a sua receita podemos sentir o aroma de sua receita e a dedicação que faz seus jantares amigo.Desejo uma semana repleta de realizações e de muito sucesso , muita paz, saúde, brilhe sempre, bênçãos, proteção e alegria. Que a luz divina oriente e ilumine sempre seu caminhar...
Beijos com carinho

Izinha disse...

oi amigo,

e q jantar...rs pelo visto vc cozinha maravilhosamente bem.

depois q troquei de blog já estive aqui algumas vezes..acho q vc não me reconheceu, pois não foi me visitar...

te espero com o mesmo carinho de antes.

bjos prá ti!

Pelos caminhos da vida. disse...

Amigo meu blog esta em festa, comemorando um ano, tem presente la pra vc.

beijooo.

Paula disse...

Às vezes sabe bem estar só para repousar e colocar as ideias em ordem:)
Beijocas e boa semana,
Paula