
Fui ás normais compras para casa, com a excepção de que comprei carne de coelho para fazer uma receita.
Está mau tempo, o Inverno típico destes lados chegou, faz lembrar os tempos de minha infância, quando eu via a minha avô a confeccionar as broas e filhoses típicas, desta época, bonitos tempos.
Pena tenho de não ser bom em doçaria, alem de que, pelo que me recordo a confecção era deveras demorada, pois é preciso pôr a massa a levedar durante umas horas e isso não é muito dado comigo.
Por isso dou-me melhor com a culinária e não pastelaria.
Bem tinha prometido que contaria outra situação caricata e ai vai ela;
Também com um cliente a contar o sucedido com um empregado deste, o que se passou já á algum tempo foi mais ou menos isto;
O Sr. Cardoso é proprietário de 4 carros destinados a serviços de táxis, ele contou que o empregado dele foi efectuar um serviço transportando um casal e um miudo a Leiria, este levaria cerca de uma hora ir e vir, mas não foi o aconteceu.
Ele tinha sido mandado parar quase á chegada de Leiria pelos passageiros, para que estes fossem a um restaurante buscar algo para dar de beber á criança, ele encostou a viatura e ficou á espera com a senhora no carro.
Passados quinze minutos á espera a senhora decide ir ver o que se passava, ficando o empregado só no carro, este esperou uns dez minutos e ninguém parecia dar sinais de sair do estabelecimento.
Cansado e ansioso por saber o que se passaria, fechou o carro e foi também lá para dentro, olhou para toda a sala e não viu os seus clientes, foi perguntar ao homem que estava a atender ao balcão se sabia dos seus desaparecidos clientes, este disse que tinha servido um café ao senhor e dado um bolo ao miúdo, depois apareceu a senhora que pagou a despesa e foram embora pela outra porta.
O restaurante tinha duas saídas e o taxista viu logo que tinha acabado de ser enganado, perguntou ao homem do balcão se os conhecia, mas este disse logo que não, não os conhecia.
Procurou logo de ver se os via, andando um pouco a pé e depois com o táxi, mesmo pelas estradas em redor e nada de clientes, conclusão regressou sempre a praguejar pelo prejuízo de uma viagem de quase 170 quilometros, uma lição de nunca mais deixar ninguém, sair sem pagar o frete.
E um frete apanhou ele por esta corrida.
Agora que passou já consegue rir disso com os outros diz o Sr. Cardoso, ah, ah, ah.
Agora vamos falar do que vou fazer á carne de coelho, logo vou ter mais um belo jantar.
RECEITA: Coelho á Transmontana.Depois de limpo, corta-se aos pedacinhos, picam-se três cebolas e bastante salsa e deitam-se numa caçarola, em camadas alternadas, a cebola, a salsa e o coelho; tempera-se com sal, pimenta, um dente de alho picadinho, duas colheres das de sopa de manteiga uma de azeite e uma de manteiga,
Coloca-se a caçarola em lume brando e tapasse bem, mexendo de vez em quando, verifica-se se a carne está bem assada picando-a.
Destapa-se só para servir.
Eu assei batatas pequeninas, mas pode acompanhar outra coisa qualquer.
Bem, foi o meu jantar e almoço amanha se calhar, pois eu não vou comer tudo, depois se vê.
Por fim um café com:
NÃO IMPORTA…
Não importa o que
eu sinto.
O que eu sinto
é como se tudo
fosse a última vez;
A paisagem, a cidade,
um beijo, o amor...
tudo.
Tudo tem jeito de
adeus.
Não importa o que eu
sinto.
(Autor: Anónimo)
Desejos de um bom Domingo, se poderem riam nesta e desta vida, com e para todos, vivam a vida felizes.