quinta-feira, 25 de junho de 2009

Um pouco de carinho.

Ès uma querida e sempre o serás para mim "AMIGA", Grato pelas palavras..
Diz-me, Amor; Como Te Sou Querida

Dize-me, amor, como te sou querida,
Conta-me a glória do teu sonho eleito,
Aninha-me a sorrir junto ao teu peito,
Arranca-me dos pântanos da vida.

Embriagada numa estranha lida,
Trago nas mãos o coração desfeito,
Mostra-me a luz, ensina-me o preceito
Que me salve e levante redimida!

Nesta negra cisterna em que me afundo,
Sem quimeras, sem crenças, sem turnura,
Agonia sem fé dum moribundo,

Grito o teu nome numa sede estranha,
Como se fosse, amor, toda a frescura
Das cristalinas águas da montanha!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"

Que o dia de amanhã seja maravilhoso para impulsionar um fim-de-semana fogoso.

terça-feira, 23 de junho de 2009

SIMPLESMENTE …

Adoro viver, mais ainda quando a vida me gratifica o meu humilde desempenho que nela efectuo, sempre que posso ajudo pessoas e sou ajudado por pessoas que entendem perfeitamente o sentido de comunidade e companheirismo.
A vida tem muitos pontos de chegada e partida, tanto num como no outro deveremos saber estar perfeitamente á vontade para qualquer eventualidade inesperada, mas devemos saber também, leva-la a bom porto com um sorriso de surpresa sobre uma incompatibilidade ou não, que na altura parecia algo insuperável.
Assim as receptividades sobre qualquer facto são de excelente qualidade humana.
Já me aconteceu com desconhecidas, variadas vezes em casos mútuos, onde ajudei e fui ajudado, tal como num caso de hoje.
Uma vénia á simpatia.
Agora vou deixar algo de agradável para lerem.

AMIZADE

Amizade é igual ao vento
Às vezes sopra lento
Como brisa que acalenta
Em outras tantas é vendaval
Como um turbilhão de alegrias
Participando de nossas vidas
E nos protegendo de todo o mal.
.
Amizade
É como um mar
Imenso sem contestar
Onde todos querem navegar
Fortalecido pelas ondas,
Mas poucos podem nadar.
.
Amizade é sempre assim
Transparente, verdadeira
Você faz parte de mim
E eu parte de você,
Por uma vida inteira.

Para amigos não há adeus
Um até breve talvez
As lembranças são eternizadas
Pois a amizade é guardada
Para sempre ser recordada
(Autoria: Vandia Alves)
Bem, acho que mais uma vez, não posso dizer que não existem pessoas simpáticas e humanas, neste Mundo de estranhos num primeiro encontro.
Fiquem bem.

domingo, 21 de junho de 2009

PASSOU-SE…

Mais um encantador fim-de-semana.
Felizmente este foi deveras interessante e sociavelmente sossegado, onde existiu um pouco de tudo o que se possa considerar de excelente qualidade.
As pessoas com quem estive eram extremamente simpáticas, todas que para uma primeira abordagem, foram de uma sensibilidade extrema em preservar um ambiente harmonioso e educacional mente engrandece dor, o facto de eu ter sido convidado por uma amiga minha, única conhecida para este encontro, onde eu coloquei os pés pela primeiríssima vez, fez com que eu inicialmente me fecha-se ou interioriza-se, mas depois de uma abertura de diálogos, passou a ser um tempo muito bem passado, simplesmente adorei cada momento, estes que vieram contribuir mais para aumentar a minha boa disposição e felicidade do modo de estar na vida.
Na verdade algumas das melhores coisas da vida é conseguir tirar um pouco de proveito dos tempos de lazer, onde se pode conseguir um saudável divertimento e relaxamento.
Só se consegue quando as pessoas sabem educadamente socializar.
Estou um pouco sonolento, pois tenho dormido pouco, assim sendo vou deixar algo para lerem.

Anjos mulheres
.
As mulheres voam
como os anjos:
Com as suas asas feitas
de cristal de rocha da memória
.
Disponíveis
para voar
.
soltas...
.
Primeiro
lentamente: uma por uma
.
Depois,
iguais aos pássaros
.
fundas...
.
Nadando,
juntas
.
Secreta: a rasar o
chão
.
a rasar a fenda
da lua
.
no menstruo:
por entre a fenda das pernas
.
Às vezes é o aço
que se prende
na luz
.
A dobrarmos o espaço?
.
Bruxas:
.
pomos asas em vassouras
de vento
.
E voamos
.
Como as asas
lhe cresciam nas coxas
.
diziam dela:
que era um anjo do mar
.
Rondo alto,
postas em nudez de ombros
.
e pernas
.
perseguindo,pelos espaços,
lunares
da menstruação
.
e corpo desavindo
.
Não somos violência
mas o voo
.
quando nadamos
de costas pelo vento
.
até à foz do tempo
no oceano denso
da nossa própria voz
.
Sabemos distinguir
a dormir
os anjos das rosas voadoras
.
pelo tacto?
.
Somos os anjos
do destino
.
com a alma
pelo avesso
do útero
.
Voamos a lua
menstruadas
.
Os homens gritam:
– são as bruxas
.
As mulheres pensam:
– são os anjos
.
As crianças dizem:
– são as fadas
.
Fadas?
.
filigrana cintilante
de asas volteando
no fundo da vagina
.
Nadamos?
De costas,
no espaço deste século
.
Mudar o rumo
e as pernas mais ao
fundo
.
portas por trás
dobradas pelos rins
.
Abrindo o ar
com o corpo num só golpe
.
Soltas,
viando
até chegar ao fim
.
Dizem-nos:
que nos limitemos ao espaço
.
Mas nós voamos
também
debaixo de água
.
Nós somos os anjos
deste tempo
.
Astronautas,
voando na memória
nas galáxias do vento...
.
Temos um pacto
com aquilo que
voa
.
– as aves
da poesia
.
– os anjos
do sexo
.
– o orgasmo
dos sonhos
.
Não há nada
que a nossa voz não abra
.
Nós somos as bruxas da palavra
(Autoria: Maria Tereza Horta)
Bem e agora vou desejar uma optima semana para vós e que seja passada com um espirito de grande harmonia com o bom ambiente.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

AI QUANTO EU PENSEI EM TI…

Sexta-feira á tarde, chegas-te mesmo na hora em que a minha resistência se estava a acabar, sinto-me a derreter por dentro, consumido com o cansaço psicológico de uma intensa semana.
Agora é só descanso, mas só de um dos trabalhos, pois a casa precisa sempre de uma atenção ao sábado de manha, pelo menos mínima que seja, mais as compras de fim-de-semana, mas depois é só lazer, não irei confeccionar nada, as refeições serão no exterior, penso eu de que não existirá nada para me estragar o meu belo pensamento.
Irá ser revigorante e de certa forma muito especial este fim-de-semana.
Mas como tinha dito o jantar de hoje iria ser uma receita da minha amiga Inês, a qual eu vou passar, pois eu fiquei esclarecido por ela de que não se importava deste facto.

PEIXE com MASSA
Ingredientes:
500gr – De Corvina
250gr – De massa “cotovelos pequenos”
2 – Cebolas pequenas
1 – Dente de alho
1 – Malagueta
1 – Folha de louro
1- Pimento verde (pequeno)
1 – Pimento vermelho (pequeno)
(?) – Azeite qb
1 – Hortelã
(?) – Coentros
(?) - Pimenta
Preparação:
Tempera-se o peixe com um pouco de sal, isto é com pouco, para este ir absorvendo.
Começa-se pelo refogado numa panela, com as cebolas, os alhos picados, regando-se com um fio de azeite.
Depois junta-se o louro, o tomate, os pimentos afatiados, a massa e deita-se água suficiente para cozer a massa, vai depois o peixe temperado com sal, coloca-se um pouco de pimenta.
Vai-se verificando a água e o sal.
Deixa-se apurar bem.
Come-se quente, ao servir espalha-se os coentros e folhas de hortelã.
Deve ficar bom, logo á noite, ficarei a saber o resultado, ah, ah, ah, ah.
Mas para se ler tenho algo que li.

REGRESSO

Meu amor, vem comigo, de mãos dadas,
Por veredas de outrora e, de mansinho,
Revivamos as ternas madrugadas
Entre trigais e urze e rosmaninho ...

Repara que as papoilas encarnadas
Que o vento move, em louco remoinho,
São beijos e carícias fecundadas
Por nosso amor ao longo do caminho!

Tal como o tempo, o rio perpassa e corre
E corre o nosso amor que nunca morre
Porque amar é estar sempre à tua espera.

Esvai-se o dia? Vem outro alvorecer.
Vai-se o inverno e torna a renascer
A flor que eu sou na tua Primavera.

AMOR – SAUDADE

Amor, se é verdadeiro, já não sai
Da alma, tem eterna duração,
O fogo, quando ateia, não se esvai,
Fica latente em místico clarão.

Amor corre nas veias, gira e vai
No âmago florir do coração;
A compasso, se expande e se contrai
Soprando vida em cada pulsação.

Amor é ave bela em liberdade,
Esvoaça entre a amargura e a saudade,
Sentimento que tanto fere e dói ...
E é neste amor sofrido que acredito ...
Que rasga latitudes de infinito
Dentro da própria alma que o constrói.
(Autoria: Lolita Ramirez)
.

Bem, e aqui me fico virado para os preparativos do jantar.Fiquem bem e que o fim-de-semana seja de bons ares e repletos de felicidades

quinta-feira, 18 de junho de 2009

ESTADO de IESPIRITO OPTIMO…

Para se estar calmo e sereno, a vida é uma maravilha quando se consegue alcançar os pilares que contem a harmonia do equilíbrio emocional perfeito, para que se possa andar pelos caminhos cheio de felicidade estampada nas nossas reacções, nos desempenhos perante o ambiente que nos rodeia, onde podemos nos integrar com um simples sorriso para com o espaço envolvente, levando um pouco de uma saudável energia e bom humor.
Espero continuar com este espírito, mas convinha que estivesse menos cansado, pois já não sei o que é dormir sete horas seguidas, faz muito tempo, por esse motivo hoje vou tentar deitar-me á meia-noite, ah, ah, ah, ah.
O jantar vai ser aqueles bifinhos de cogumelos, receita já editada neste blogue.
A leitura que escolhi foi:

VIVE-SE…

Alimentando os sonhos,
Nos alegres momentos que conquistamos
Dia após dia,
Vive-se apenas… direi entre palavras
Nos poemas…
Que embalo na escrita,
Como um barco na suavidade do mar.
Fecho os olhos,
Recordo os prazeres ínfimos
Onde tudo sou,
No nada que habita neste cosmos
Entre pequenos pirilampos no céu
Brilhando como estrelas
Dando cor á nossa existência.
No canto da cotovia
Na voz que alcança o firmamento
Respiro sílabas de sentimento…
Erguendo a voz no silêncio,
Dizendo…
Oh como é bom viver!
Sim! Como é bom viver…
Sentir…
Ver…
Dia, após dia
O nascer do sol numa nova esperança…
A rosa a florir na beleza de um sorriso…
O vento que beija os prados…
O choro de uma criança que se dá a conhecer…
Um rio que corre sem medo…
Como o abraço do tempo,
Que nos envolve e faz acontecer…
E vive-se tão só de momentos,
Nestes momentos…
Que nos fazem sorrir…
Sonhar…
Viver…
Assim queiramos.
(Autoria: LUIS F)

Depois de algum descanso eu irei experimentar uma receita da Inês.
Fiquem bem e agradável resto de semana.

terça-feira, 16 de junho de 2009

O TEMPO :::

Este tempo dá cabo de mim, sinto-me triste sem ter motivo aparente, a nostalgia apodera-se dos meus felizes pensamentos, consumindo-me, tenho vontade de desabafar algo que não consigo relatar, porque simplesmente não sei o que me perturba, sinto um peso inexplicável, como se de algo de grave tivesse acontecido, mas na verdade só estou silencioso e sem objectividade ou mesmo sem uma pequeníssima reacção sobre seja o que for.
Tenho vontade de encontrar alegria e sorrir, mas por outro lado, não estou receptivo a procurar confusão de movimentos ou convivência.
Que sorte de tempo,
Nem o jantar me apetece fazer, irei encomendar.
Vou deixar algo que li, amanha estarei melhor dos “ânimos”.
“SILENCIO; NOSTALGIA”
.
Silêncio, nostalgia...
Hora morta, desfolhada,
sem dor, sem alegria,
pelo tempo abandonada.
.
Luz de Outono, fria, fria...
Hora inútil e sombria
de abandono.
Não sei se é tédio, sono,
silêncio ou nostalgia.
.
Interminável dia
de indizíveis cansaços,
de funda melancolia.
Sem rumo para os meus passos,
para que servem meus braços,
nesta hora fria, fria?
(Autoria: Fernanda de Castro)
.
“MELANCOLIA”
.
Oh dôce luz! oh lua!
Que luz suave a tua,
E como se insinua
Em alma que fluctua
De engano em desengano!
Oh creação sublime!
A tua luz reprime
As tentações do crime,
E á dôr que nos opprime
Abres-lhe um oceano!
.
É esse céo um lago,
E tu, reflexo vago
D'um sol, como o que eu trago
No seio, onde o afago,
No seio, onde o aperto?
Oh luz orphã do dia!
Que mystica harmonia
Ha n'essa luz tão fria,
E a sombra que me guia
N'este areal deserto!
.
Embora as nuvens trajem
De dia outra roupagem,
O sol, de que és imagem,
Não tem essa linguagem
Que encanta, que namora!
Fita-te a gente, estuda,
(Sem mêdo que se illuda)
Essa linguagem muda...
O teu olhar ajuda...
E a gente sente e chora!
.
Ah! sempre que descrevas
A orbita que levas,
Confia-me o que escrevas
De quanto vês nas trevas,
Que a luz do sol encobre!
As victimas, que escutas,
De traças mais astutas
Que as d'essas féras brutas...
E as lastimas, as luctas
Da orphã e do pobre!
(Autoria: João de Deus)
.
Decerto e espero que o vosso dia tenha sido maravilhoso, que amanha seja melhor ainda e o meu também.
Fiquem bem.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Comareira uma aldeia entre muitas...



Aldeia Comareira.

Algumas aldeias vizinhas construidas em xisto (fotos seguintes) , na região de Gois existem muitas assim, que dão uma paisagem de grande sossego, uma enorme paz auxiliada pelo silêncio caracteristico deste ecossistema rural.