segunda-feira, 15 de junho de 2009

Aigra Nova

Aigra Nova, uma aldeia do concelho de Gois.

Aigra Velha

Uma das aldeias de Xisto Aigra Velha.
Bem hoje não existe receita pois fui convidado a jantar com um pessoal amigo, mas quem sabe amanha farei algo de insperado, ah, ah, ah, ah.
Fiquem bem e se poderem vão lá ás aldeias é lindo.

domingo, 14 de junho de 2009

MAIS UM DIA EXPLENDIDO...

Passei por onde nunca tinha passado, vi lugares esplêndidos com paisagens magnificas, entrei num interior de Portugal onde as velhas tradições se mantêm com a mesma simplicidade e humildade, as terras de amanho estão repletas com as suas cores verdejantes, espaços ocupados também por enormes quantidades de gado ovino e caprino que pastam no silencio característico de um rural interior, a velhinha aldeia com as menos de trinta casas onde ainda se mantêm a traça original de épocas bastante remotas, com as suas construções em pedra de xisto, onde desfrutei do interior de uma casa típica daquelas paragens, cozinha, sala, três quartos, wc, varandas, adega, curral, dois fumeiros repletos de enchidos.
Andei pelo vale e pelos montes, respirando os aromas puros da natureza, estes davam uma sensação de liberdade que fazia fluir pensamentos calmos e belos na minha mente, fazendo que o meu corpo se sentisse num mundo surreal, onde os conflitos num ambiente de uma sociedade consumista e monopolista eram inexistentes, a paz e a harmonia eram uma constante do dia a dia daquela pequena comunidade, onde tudo neste ecossistema está interligado como se, se trata-se de um só elemento.
As pessoas são sociáveis e acolhedoras, desconfiadas de início mas logo depois de algum contacto, nasce uma familiaridade tão intensa que nos faz pensar que as conversas entre nós já eram de velhos conhecidos.
Ouvi temas da terra e narrei temas do meu universo, algo que sempre gostei de ouvir, as histórias são sempre diferentes, isto mediante a sua geografia, ambiente, pessoas e tradições.
No fumeiro ouvi uma fêmea suína que teve 17 leitõezinhos, algo deveras impressionante, ah, ah, ah, ah, ah ou uma ovelha que detêm o recorde em quantidade de leite diário, couves de grandes dimensões, aproveitei a oferta de duas couves, onde cada folha destas faz duas de um jornal aberto, comprei uns enchidos de lá e um queijo amanteigado.
Na despedida as simpáticas pessoas que me acolheram obrigaram-me a prometer uma nova visita aquela aldeia cheia de alegria, paz e sossego.
De regresso ao meu lar já o relógio indicava três horas da manha, foi tomar um duche e ir para o meu “Thálamo” como chamam os gregos a um quarto.
As Quadras Dele (II)
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Digo pra mim quando oiço
O teu lindo riso franco,
"São seus lábios espalhabdo,
As folhas dun lírio branco..."
.
Perguntei às violetas
Se não tinham coração,
Se o tinham, porque 'scondidas
Na folhagem sempre estão?!
.
Responderam-me a chorar,
Com voz de quem muito amou:
Sabeis que dor os desfez,
Ou que traição os gelou?
.
Meu coração, inundado
Pela luz do teu olhar,
Dorme quieto como um lírio,
Banhado pelo luar.
.
Quando o ouvido vier
Teu amor amortalhar,
Quero a minha triste vida,
Na mesma cova, enterrar.
.
Eu sei que me tens amor,
Bem o leio no teu olhar,
O amor quando é sentido
Não se pode disfarçar.
.
Os olhos são indiscretos;
Revelam tudo que sentem,
Podem mentir os teus lábios,
Os olhos, esses, não mentem.
.
Bendita seja a desgraça,
Bendita a fatalidade,
Bendito sejam teus olhos
Onde anda a minha saudade.
.
Não há amor neste mundo
Como o que eu sinto por ti,
Que me ofertou a desgraça
No momento em que te vi.
.
O teu grande amor por mim,
Durou, no teu coração,
O espaço duma manhã,
Como a rosa da canção.
.
Quando falas, dizem todos:
Tem uma voz que é um encanto
Só falando, faz perder
Todo juízo a um santo.
.
Enquanto eu longe de ti Ando,
perdida de zelos,
Afogam-se outros olhares
Nas ondas dos teus cabelos.
.
Dizem-me que te não queira
Que tens, nos olhos, traição.
Ai, ensinem-me a maneira
De dar leis ao coração!
-
Tanto ódio e tanto amor
Na minha alma contenho;
Mas o ódio inda é maior
Que o doido amor que te tenho.
.
Odeio teu doce sorriso,
Odeio teu lindo olhar,
E ainda mais a minh'alma
Por tanto e tanto te amar!
.
Quando o teu olhar infindo
Poisa no meu, quase a medo,
Temo que alguém advinhe
O nosso casto segredo.
.
Logo minh'alma descansa;
Por saber que nunca alguém
Pode imaginar o fogo
Que o teu frio olhar contém.
.
Quem na vida tem amores
Não pode viver contente,
É sempre triste o olhar
Daquele que muito sente.
.
Adivinhar o mistério
Da tua alma quem me dera!
Tens nos olhos o outono,
Nos lábios a primavera...
.
Enquanto teus lábios cantam
Canções feitas de luar,
Soluça cheio de mágua
O teu misterioso olhar...
.
Com tanta contradição,
O que é que a tua alma sente?
És alegre como a aurora,
E triste como um poente...
.
Desabafa no meu peito
Essa amargura tão louca,
Que é tortura nos teus olhos
E riso na tua boca!
.
Os teus dente pequeninos
Na tua boca mimosa,
São pedacitos de neve
Dentro de um cálix de rosa
.
O lindo azul do céu
E a amargura infinita
Casaram. Deles nasceu
A tua boca bendita!
(Autora: Florbela Espanca)
Desejos de um belissimo Domingo, num espaço onde todas as pessoas se possam sentir "Felizes" á sua maneira.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

AS OBRAS ACABARAM…os animos elevaram-se..

Ficou diferente com as obras, mas já tenho mais espaços vazios para arrumar algumas coisas amontoadas, ah, ah, ah, ah, então a cozinha está com uma banquinha de se tirar o chapéu ou coloca-lo para preparar e cozinhar os ingredientes dos meus petiscos.
Fiquei tão satisfeito com o resultado, que quase não me apetece ir fazer a viagem do fim-de-semana mensal, ah, ah, ah, ah.
Bem, não era para vir ao espaço, mas a curiosidade de saber como vão indo os vossos é superior.
Como tive de jantar fora, não existe receita, algo que será caprichado amanha.
Deixo algo de agradável que li.
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Um Mundo de Sonho - Um sonho de Mundo
Deslizo pelas rugas dos lençóis,
O lume do dia
Vem brincar sobre o teu corpo.
Olho-te…
Espero-te…
Saímos,
Vulgos exploradores,
Com vontade de descobrir recantos
Torná-los nossos.
Naquela loucura infantil
Característica dos amantes.
Conduzida por Ti, sorvo ruelas
Vislumbro varandins a dourar ao sol
Dirigimo-nos ao mar
Sabes sempre,
Adivinhas sempre, onde quero estar!
Sol, areia e salpicos salgados.
Envolto pelas lágrimas marinhas,
Reflectes-te em mil pedaços,
Cada qual com o seu brilho,
A sua cor…
As minhas mãos procuram as tuas,
Querem entrelaçá-las, guardá-las…
Hoje, tenho as tuas gargalhadas,
Diluídas na brisa fresca que teima em brincar com os meus cabelos.
Os raios de sol vêm,
Suavemente,
Despedir-se de nós….
Deslizo pelas rugas dos lençóis
E, acordo d’um dia perfeito
No sonho de uma noite.
(Autoria: Desconhecida)
Fiquem bem e espero que estejam felizes com estes e os vossos momentos de relaxamento.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

EXISTEM DIAS…

Que a vontade de mover uma simples e leve pena desaparece, onde um simples pensar se torna num sacrifício enorme, já para não falar em ouvir de outras inconveniências da rotina da vida diária.
Hoje é um dos raros dias em que o paraíso está a milhares de milhas da minha mente desassossegada, por mais que tente me concentrar, a mente e o corpo teimam em continuar em plena abstracção do mundo real, pedindo cada vez mais a inércia e o isolamento em relação a tudo.
Com o tempo a ajudar com a chuva miudinha, na verdade, evito de estar ansioso e o melhor será pôr-me a relaxar.
Depois deste sem sentido, vou deixar mas é qualquer coisa que li, ah, ah, ah, ah.
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VAZIO do PENSAMENTO
Vejo o mergulhar das esperanças no mar
Da escuridão na dualidade dos oceanos
Que se misturam matando as pretensões
Deixando apenas a destruição do que era bonito.

Passa suave a brisa, beija com escárnio
Aquilo que foi, bafejando destroços
E vitimas no doce sabor destruidor
Fazes da paisagem o teu modo de brincar.

Esqueces do que a natureza te deu
Rejuvenescendo o espírito choroso
Dando ao sorriso, gosto de não chorar
Carinhoso abraço sentiste ao chegar.

Vazio do pensamento como o esperar
Do novo dia, sem sono para dormir,
Sem sonho para ser sonhado; vazio
Então relembras, oportunidades perdidas.
(autor; desconhecido)
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Como amanha irei estar sem fazer nada, penso eu de que, pode ser que venha um Sol maravilhoso para animar.
Fiquem bem e boas ideias para passar o tempo de descanso laboral.

sábado, 6 de junho de 2009

CÀ ESTOU EU COM MAIS UMA SEMANA…

Uma imagem criada com legumes.
Se existem maravilhas nesta vida uma delas é o facto de se ter saúde, só por isso me considero uma pessoa cheia de sorte, com muita força para percorrer estes caminhos que por vezes têm alguns espinhos, os quais evito com a alegria vigorante que me preenche a maior parte dos meus dias, eu consigo sobreviver sempre motivado para avançar cada vez mais nesta esplendorosa e monumental etapa, que é o percurso feliz de uma vida totalmente sã e plena de felicidade.
Se existem coisas pequenas que eu consigo apreciar e desfrutar, por que não as aproveitar na sua totalidade para assim constantemente relaxar, muitas vezes estas pequenas coisas passam por nós sem lhe dar o devido valor, nem ligando para determinados significados da sua existência e o que estas representam na nossa vida.
Eu adoro apreciar tudo o que inspira e reflecte algo de bom, benéfico para todos os sentidos humanos, sempre foi esta sensibilidade existente em mim que faz com que eu me sinta a maior parte do tempo harmoniosamente feliz com o meu meio ambiente, mesmo com os contratempos da vida normal, eu consigo sempre encontrar um motivo para sorrir e superar qualquer angustia. Não gosto muito de falar de amigas no meu espaço, mas encontrei uma amiga neste meio que basta-me eu lembrar o nome dela para que se altere o meu estado de espírito, ela é tão alegre, tão pura nas suas emocionadas demonstrações de felicidade, dentro da sua simplicidade em como se exprime quando está contente, deixando sair dos seus lábios um som contagiante aquando solta sorrisos, que timbram e ecoam pelo espaço envolvente de tal forma que conseguem hipnotizar as mentes que atentamente os ouvem, ela é simplesmente maravilhosa no que diz respeito a boa disposição e positividade, quase tanto como eu, ah, ah, ah, ah.
Já falei demais, provavelmente, mas sinceramente a vida poderia ser muito diferente se o ar estivesse carregado de sons de positividade e alegria.
Bem, hoje decidi colocar a receita do almoço, que foi:
INGREDIENTES
2 – Postas de bacalhau grosso demolhado
2 – Dentes de alho
6 – Fatias de pão
400gr – Batatas pequeninas
(?) – Azeite do bom e pimenta (qb)
PREPARAÇÃO
Peguei nas postas de bacalhau demolhado (eu deixei-o um bocadinho a saber ao sal, mas não salgado nem insosso) e coloquei-as numa travessa de barro para ir ao forno.
Piquei os dentes de alho bastante fininho, esfreguei e espalhei os pedacinhos pelas postas.
Polvilhei as postas com um bocadinho de pimenta em pó.
Reguei com bastante azeite.
Esfarelei grosseiramente as fatias de pão e cobri as postas.
Coloquei a travessa no forno que já estava quente, repare-se bem, tem de se ir regando sempre o bacalhau com o azeite que está no fundo da travessa, “muitas vezes para não secar”, como o bacalhau é grosso demorou 30 minutos a assar.
As batatas depois de bem lavadas, foram cosidas inteiras com a pele á parte num tacho com água e um pouco de sal.
Estava muito bom.
Ainda vou deixar um pouco de leitura.
Ser Doido-Alegre, que Maior Ventura!
Ser doido-alegre, que maior ventura!
Morrer vivendo p'ra além da verdade.
É tão feliz quem goza tal loucura
Que nem na morte crê, que felicidade!

Encara, rindo, a vida que o tortura,
Sem ver na esmola, a falsa caridade,
Que bem no fundo é só vaidade pura,
Se acaso houver pureza na vaidade.

Já que não tenho, tal como preciso,
A felicidade que esse doido tem
De ver no purgatório um paraíso...

Direi, ao contemplar o seu sorriso,
Ai quem me dera ser doido também
P'ra suportar melhor quem tem juízo.
(Autor: António Aleixo)
Levando a vida responsavelmente bem divertida, com um belo sentido de alcançar muita alegria, para uma plena felicidade sem medida.
Fiquem bem e se poderem sigam sempre com um sorriso radioso no pensamento do dia.

terça-feira, 2 de junho de 2009

É urgente o amor
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rio
se manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
(Autor: Eugénio de Andrade)

Eu sei, não te conheço mas existes
Eu sei, não te conheço mas existes.
por isso os deuses não existem,
a solidão não existe
e apenas me dói a tua ausência
como uma fogueira
ou um grito.
Não me perguntes como mas ainda me lembro
quando no outono cresceram no teu peito
duas alegres laranjas que eu apertei nas minhas mãos
e perfumaram depois a minha boca.
Eu sei, não digas, deixa-me inventar-te.
ao é um sonho, juro, são apenas as minhas mãos
sobre a tua nudez
como uma sombra no deserto.
É apenas este rio que me percorre há muito e desagua em ti,
Porque tu és o mar que acolhe os meus destroços.
É apenas uma tristeza inadiável, uma outra maneira de habitares
Em todas as palavras do meu canto.
Tenho construído o teu nome com todas as coisas.
tenho feito amor de muitas maneiras,
docemente,
lentamente
desesperadamente
à tua procura, sempre á tua procura
até me dar conta que estás em mim,
que em mim devo procurar-te,
e tu apenas existes porque eu existo
e eu não estou só contigo
mas é contigo que eu quero ficar só
porque é a ti,
a ti que eu amo.
(Autor: Joaquim Pessoa)
Alegria e boa continuação de uma bela semana.